


Aracruz é um município brasileiro do Estado do Espírito Santo localizado na Região Sudeste. Sua população estimada em 2004 era de aproximadamente 70.898 habitantes. Na evolução sócio-cultural da região é de se registrar a forte presença das culturas alemãs, italianas, africanas e indígenas. De onde surgiram os principais grupos folclóricos da cidade, dentre os quais destacamos: Grupo de Dança Circular Toré, Grupo de dança Guerreiros Guaranis, Coral Guarani, Grupo de Guerreiros Tupiniquim, Gruppo di Ballo "Nova Trento", Banda de Congo São Benedito do Rosário, Bandas de Congo Tupiniquim de Caeiras Velha, Banda de Congo Flor do Gramuté, Coral de Italianos da SEMUC, Grupo de Capoeira Ilê-Odara, Cordão das Baianas 30 participantes, Cordão do Arco-Íris, Folia de Reis da Vila do Riacho, sendo que todos os grupos estão em plena atividade em 2009.No presente momento Aracruz abriga aproximadamente mil e quinhentos índios que se dividiram em seis reservas, assim distribuídas: Caieiras Velha, Comboios, Irajá, Pau Brasil, Tekoá e Três Palmeiras. Só no último par de décadas eles puderam afiançar a terra deles aqui, com os muitos problemas com o local da indústria de celulose prolongou grandemente as lutas de terra deles. Esses índios são de duas tribos: o Tupiniquim e Guarani. Atualmente com a declaração de posse, o território que pertence a esses povos indígenas chega a
Os índios de Aracruz já não falam os idiomas nativos deles, mas se agarram a subsistência tradicional cultivando e com comércio de artesanatos. O artesanato indígena é um forte traço cultural do local, que se manifesta através de cânticos, vestuários, utensílios, pela pintura corporal, perfuração da pele, através de danças, entre outros. De acordo com alguns pesquisadores, o artesanato de uma etnia revela sua origem, localização, linguagem, costumes e organização social. Este conjunto incorporado à vivência de uma determinada sociedade indígena expressa concretamente significados e concepções daquela sociedade, bem como a representa e a identifica.

Habilidosos no manuseio, os índios Tupiniquim e Guarani do município de Aracruz, transformam cipós, madeiras, fibras, penas, plumas, conchas, palhas, sementes coloridas, pigmentos e outros materiais em verdadeiras obras de arte que servem de ornamentação e utilitários artesanais tudo isso inspirados na memória cultural herdada de seus antepassados e na rica mitologia que explica suas existências. Nos dias atuais, um reduzidíssimo número de índios ainda procura manter vivas sua cultura e tradição, ambas fragilizadas pela sociedade como um todo, que se baseia em valores bem diferentes e até opostos aos deles.


